sábado, 28 de agosto de 2010

Você vê o verdadeiro eu - Capítulo 2

Olá!
Posto aqui o segundo capítulo da minha fanfic ''Você vê o verdadeiro eu''. 
Espero que gostem!


Capítulo 2
Minha cabeça doía. Muito. Tentei levantar, mas as minhas pernas estavam dormentes e eu não as sentia. Ótimo! Eu estava caida no meio do nada. Bom, pelo menos não estava em casa.
Ouvi um barulho de galhos de árvore mexendo de novo. Que legal, eu não tinha despistado aqueles bichos. Eu seria morta? Esperava que não, eu só queria fugir. O que há de errado nisso?
- Malditos bichos! Me deixem em paz! Se forem me comer, me comam logo então! – Exclamei, na esperança de que os bichos ouvissem o meu grito e pelo menos entendessem.
Mas não. Lobos invadiram brutalmente os arbustos e ficaram em volta de mim, um me olhava, outro olhava para os outros lobos. Um não tirava os olhos de mim, eles deviam estar famintos...e eu era o prato especial. Que ótimo.
De repente os lobos começaram a sair. Uns soltavam resmungos e ruídos altos, outros abaixavam a cabeça. Mas um não conseguia parar de me olhar, de novo. Eles deviam estar ‘’me guardando’’ para aquele lobo. Com certeza era isso...
Fiquei com um pouco de medo, minhas pernas mexiam e minhas calças jeans desbotadas estavam sujas de terra.
Finalmente, os lobos foram embora e eu consegui me levantar, peguei minhas coisas (estavam esparramadas, o tombo foi feio.) e corri de novo, pra longe daquele lugar. Para a minha surpresa, de novo, eu bati a cabeça em alguma coisa, mas dessa vez era macia, e parecia ter vida.
- Ai minha cabeça... – Falei, levantando de outro tombo e recolhendo as minhas coisas. Isso já estava me dando trabalho demais...
- Você está bem? – Um garoto muito, muito musculoso e alto perguntou. Meu deus, será que eu bati nele? Ou eu só caí...?
Olhei desconfiada, e ele riu. Qual era a graça?
- Eu não mordo. Bom, não agora... – Ele disse, eu fiquei com mais medo. Pensei que ele fosse um bandido ou algum tipo de assassino. Continuei olhando desconfiada pra ele.
- O que você quer? Não tenho dinheiro e muito menos alguma coisa útil para você. – Perguntei, andando para o outro lado. Ele me seguiu.
- Não quero nada. Só vim ver se está tudo bem com você. Moro aqui perto e escutei um barulho, vim ver o que estava acontecendo e te encontrei. – Ele disse, sorrindo – Ah, o meu nome é Black. Jacob Black.
- Engraçadinho. Me chamo Renesmee Cullen. Não precisa me chamar de Renesmee, é um nome estranho. Nessie é melhor. – O que eu estava falando? Por que disse o meu nome? A reação dele não pareceu lá das melhores, afinal, Renesmee não é um nome comum. Acho que sou a única Renesmee do mundo.
- Desculpe te incomodar, Srta. Cullen. Pode me chamar de Jake. Só não faça isso de novo, por favor. – Ele disse, sentando em uma das pedras do meu lado.
- Não me chame de Srta. Cullen. Eu falei pra me chamar de Nessie. Por que me chama de outra coisa? Fazer o que em? Eu tenho 18 anos, posso agir como eu quiser, sou independente. – Bom, mentir sobre a idade ia ser quase um crime, pra minha mãe. Mas como faltam 2 dias e ela não está aqui, que se dane.
Fui andando sem direção, não queria ficar ali discutindo com um completo estranho. Bom, não completo, agora já sabia o nome dele.
- Não....não vá embora. Por favor.  – Jacob disse, olhei para ele com os olhos abertos, bem abertos. Seus olhos estavam vidrados nos meus. Senti uma coisa estranha, como se meu corpo quisesse ficar ali, como se eu quisesse ficar ali, só conversando com ele.
- Tá.
E sentei ao seu lado.
- Quer ir para minha casa? Dá pra perceber que você está fugindo. E não tem lugar pra ficar não é? Ou você quer apodrecer nessa floresta?  
Eu ri.
- Não, não quero apodrecer nessa floresta...mas também não quero ficar na casa de um completo estranho. Sim, eu estou fugindo...a vida fica bem melhor sem a minha presença. – Respondi, ainda rindo. Ele me fez rir depois de tudo o que aconteceu. Tão...rápido.
- O que você precisa saber é que não sou nenhum assassino e nenhum tipo de criminoso. Até minha casa eu posso te contar algumas coisas sobre mim. E talvez você conte algumas sobre você. – Tenho que confessar que fiquei muito aliviada em saber que ele não é nenhum tipo de criminoso. Se fosse, eu não podia nem sair de lá, eu seria sequestrada.
- Tá.
E fomos andando e conversando, até uma pequena casinha de madeira muito adorável no meio da floresta. 

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