terça-feira, 7 de dezembro de 2010

2º capitulo de (livro de renesmee)

Oiee gente eu vi que muita gente gostou da fanfic néh?
bom entao aqui esta o seugundo capitulo ta beijos Danny



2. NOVAS EMOÇÕES



Jacob mudou o jeito de me contemplar e me olhou confuso e encabulado, abaixou a cabeça e sorriu. Eu preferi não perguntar o porquê, pois eu também estava me sentindo estranha. Eu sorri de volta e ele ficou sério.

- Nessie, você não deve ter esperanças... Quero dizer... Comigo...

Jacob Black parecia confuso novamente, suas palavras soaram com outro sentido pra mim, eu olhei pra ele, interrogando-o. Até ele não havia entendido direito o que tinha dito. Olhou para mim, sorriu e se explicou.

- Bem, você sabe, posso estar aqui hoje, mas amanhã não, então... Eu acho melhor não nos apegarmos tanto, pois será mais difícil para que eu me separe de você mais tarde.

- Eu sei. - tentei menti, pois aquelas palavras soaram como uma despedida- Jake, vamos aproveitar! Nosso reencontro!- eu disse e peguei sua mão que estava suando e, ao senti-lo me arrepiei. Não sabia por que eu estava sentindo aquilo. Meu corpo estremecia quando chegava perto do dele e meu coração disparava, o dele fazia o mesmo.

Mas eu fiquei nervosa e estraguei o momento... Quer dizer, eu fiz o que ele mais odiava: agi como uma vampira. Foi assim... Eu terminei de dizer a palavra reencontro e o abracei, porém quando senti a pulsação forte de seu pescoço não resisti e o cheirei. Mas foi instinto! Ele percebeu e se afastou fria e rapidamente, minha garganta queimou e me senti como uma idiota! Como pude fazer aquilo?

Eu me odiei e depois daquilo as ações de Jacob passaram a ser calculadas.

-Me desculpe Jake! Eu não resisti!- tentei minimizar o estrago da minha atitude. Ele me olhou e com um simpático sorriso falou:

- Eu já devia ter me acostumado com esse lance de vampiro. Com a Bella até que não percebo muito, mas você...

- Mas sua lógica está errada!- eu berrei- A mamãe é uma vampira e eu sou só meio vampira!

- É! Mas, sei lá! Acho que com cada vampiro tenho uma reação diferente!-ele riu. Eu fiz uma careta e fiquei calada, ele percebeu e tentou agir normal de novo, primeiro chegando pra perto de novo, depois passou a mão no meu rosto, acariciando de leve. Meu corpo todo ficou em fúria, eu queria abraçá-lo, mas não tinha força, minhas pernas cambalearam novamente.

- Ei! O que houve? Não está se alimentando direito, Nessie?-Jacob quis saber ao sentir meu corpo tremulo. Eu não conseguia dizer uma palavra, só olhá-lo. A minha respiração e a dele aceleraram quando nossos olhos se cruzaram, essas estranhas emoções estavam me deixando louca! Eu queria ir pra casa, fugir de Jacob, mas ao mesmo tempo queria estar com ele e tê-lo só pra mim.

Meu Deus! Eu não podia estar apaixonada por ele! Não, isso era idiotice! Como uma vampira se apaixonaria por um lobo? Devia ser só uma atração, e o fim da tarde passei com ele, caminhando e conversando pela reserva, olhando pro mar. Ele me disse que costumava caminhar com minha mãe por ali, me contou também várias histórias deles dois.

Olhei para o crepúsculo e disse a Jacob que queria voltar e saber o que aconteceu, quem era a pessoa que tia Alice tinha visto na visão. Ele concordou, também estava curioso e então corremos em direção a minha casa, ele se transformou em lobo, eu amava aquela forma. Quando chegamos, eu senti um pressentimento estranho, algo ruim havia acontecido.

Entrei, Jacob foi vestir suas roupas e logo estava dentro da casa de Carlisle também. A cara de meu pai não estava muito boa, estava triste, severo, diria até mais, horrorizado. Estava ele e Carlisle conversando em um canto da sala. Emmett, Rosalie e Jasper olhavam pra eles sem dizer uma palavra. Quando eu ia perguntando o porquê daquelas caras (afinal quase todos tinham na face expressões rudes) minha mãe desceu as escadas, disse oi a Jacob e me chamou lá pra cima, acho que ela não queria que eu incomodasse o papai nem o vô Carlisle.

Olhei para Jacob com uma cara triste ele respondeu com um sorriso, sabia que quando eu voltasse, ele não estaria mais ali. Acompanhei minha mãe até um quarto onde estavam Esme e Alice sentadas na cama conversando em voz baixa.

- O que houve? – perguntei a qualquer uma delas, pois nenhuma estava prestando atenção em mim.

- É melhor você sentar, meu bem!- Esme disse com um tom de voz sério.

-Renesmee, você se lembra de um rapaz moreno que Alice trouxe aqui quando os Volturi vieram nos matar?-começou mamãe a me explicar.

-Acho que lembro, deixa eu te mostrar... - passei meus dedos em seu rosto e lhe mostrei a imagem de um homem que se encaixava a esse perfil.

- É, esse mesmo. Você lembra que ele disse que o pai dele fazia crianças como você?

- Um... Sim!

-Pois os Volturi estão atrás do pai dele. Quer dizer, Demetri foi mandado pra procurá-lo e matá-lo.

-Sim, mas o que isso tem haver com a visão de tia Alice?

- Bem, o pai de Nahuel esteve aqui para pedir proteção... E trouxe consigo uma criança.

- Uma criança como eu? –eu estava assustada e notei que uma expressão sombria e dolorosa passou em seu rosto.

-É! Ela era como você.

- E o que aconteceu?

Dessa vez quem respondeu foi tia Alice.

-Demetri encontrou Johan e o matou.

- E a criança?

- Bem... Joham queria que a criássemos, mas Edward não permitiu e a matou.

Alice, depois de falar pareceu chocada com suas próprias palavras e eu também estava, mas com a atitude de meu pai.

- Como... Como ele pode? Era uma criança. Não tinha culpa de nada!-eu disse alterando a voz.

- Acalme-se querida. A intenção de seu pai foi boa. -Esme tentava me convencer em vão, eu estava enfurecida. Como meu pai pode matar uma pessoa? Uma criança! Isso justificava o fato dela querer me matar na barriga de minha mãe, só porque eu e ela éramos diferentes?

-Filha, não é isso! –Edward estava na porta com uma cara angustiada.

-Como você pôde, pai, como? Era um bebê com eu fui, diferente como eu, por que você fez isso?-eu já estava chorando quando terminei de dizer minhas ultimas palavras. Minha mãe em um minuto se pôs ao meu lado, me abraçando fortemente.

Meu pai estava imóvel e com uma cara confusa, ele queria me explicar mas as palavras não saiam. Então minha mãe o tirou dessa situação embaraçosa.

- Edward, querido, deixe ela. Ela está nervosa, não demos a notícia para ela da maneira certa, então... Depois vocês conversam...

-É, Edward, dê um tempo a ela, tenho certeza que ela irá entender. – Esme me olhou esperando que eu me calasse, mas minha expressão ficou mais dolorosa ainda. Eu não entendia a frieza com que eles estavam tratando a morte de um inocente. Sei que eles eram vampiros, mortos e tudo mais, mas eles tinham sentimentos, meu pai tinha sentimentos, foi então que eu explodi.

-Eu vou entender? Como posso entender quando minha própria família mata inocentes? Como? Eu... Eu sou igual aquela criança! Então quer dizer que vocês me matariam?

- Renesmee! Não diga isso! Nós te amamos e você sabe disso. Então não fique dizendo essas coisas. Você não sabe os motivos que levaram seu pai a fazer o que ele fez. Você é só uma menina! Não entende os riscos que corremos!

Minha mãe falou duramente pra mim. Eu tinha me afastado dos seus braços e agora estava de frente para ela. Seu olhar era amargo, tinha dor e medo, o que me deixou assustada. Será que eu estava enganada? O que aquela criança representava? Ela era tão perigosa assim?

- Sim, filha! Ela era!

Meu pai me encarou sério ao ouvir meus pensamentos conturbados. Eu voltei a chorar e fui abraçá-lo. Senti seu corpo frio tremer com meu calor, mas continuei lhe apertando, chorando alto.

-Nessie, não precisa ficar assim, querida. Eu sei que é difícil entender. Você tem parte humana, é mais sensível. Mas só peço que me escute e tente entender, pois tudo que faço é pensando em proteger nossa família!

Eu levantei meu rosto para olhá-lo e percebi ternura em seu olhar brilhante. “Vou te escutar, papai!”. Eu pensei e ele ouviu com alegria. Mamãe, Esme e tia Alice saíram do quarto e eu sentei na cama fitando meu pai que ficou sentado na cadeira da escrivaninha.

-Renesmee, Alice te falou que Johan esteve aqui, não falou?

-Sim.

- Pois é. Ele estava desesperado, todo sujo e arrebentado. Havia lutado contra Demetri e conseguido escapar. Ele trazia uma criança, uma menina, em seus braços. Demetri estava atrás dele por que queria a criança, quer dizer, Aro a queria.

-Por quê? -eu quis saber assustada com a revelação.

- Demetri dizia que a queria para matar, mas todos nós sabemos que Aro coleciona súditos com poderes imbatíveis e essa criança possuía um. Ela era capaz de absorver o poder de qualquer vampiro ou ser humano que quisesse só com um toque, era realmente uma vampira. Johan implorou para que cuidássemos dela, mas eu sabia que Aro viria atrás dela sedo ou tarde. Foi então que pensei na segurança de nossa família, Nessie. Eu não poderia criar essa criança tão poderosa sem colocar em risco nossa família. Os Volturi nos deram um voto de confiança e eu odiaria quebrá-lo e entrar em confronto com eles novamente.

- Então... Você a...

-Era o único jeito, filha! Ou você acha que eu faria isso se tivesse outra maneira?

Eu estava chocada. Meu pai realmente tinha um argumento bem convincente que me fez refletir sobre minhas ultimas atitudes e sentir vergonha.

-Pai... Me desculpe! Eu não tinha idéia de que era desse modo...

- Não se desculpe. Eu sei o quanto deve ser difícil pra você. Foi difícil pra mim que sou vampiro, imagine pra você que é humana.

-Meio humana, pai!

Edward riu, para meu alívio, nós estávamos em sintonia de novo. Eu odiava ficar com raiva do meu pai, ele e mamãe eram as pessoas que eu mais amava no mundo. Ele levantou e caminhou até aporta e se virou, para receber o abraço que eu tinha pensado em dar nele. Eu não hesitei, às vezes acho chato esse dom de meu pai, mas até que é bem útil, torna as coisas práticas.

Eu o abracei fortemente, ele retribuiu, seus braços gelados me apertando gostosamente, esses momentos fraternais entre eu e meu pai tinham ficado raros.

-Filha, quero que siba que tudo que faço é pensando em você, na sua segurança. E por favor, tire de sua cabeça a lembrança de que eu queria ter te matado, quando você estava no ventre de sua mãe. Bem, não vou negar que eu cheguei a querer sim, mas quando eu soube o que você era, te desejei muito, e me arrependi de ter até pensado em fazer tal coisa.

A cara do meu pai ficou séria e apreensiva enquanto ele retirava algumas mechas do meu cabelo que cobriam meus olhos. Eu não queria falar, então pensei bem alto.

-Também te amo papai!

Ele sorriu largamente e me apertou contra si novamente. Depois nós dois nos separamos e ele sugeriu que descêssemos para contar que a situação havia se resolvido. Bem, ele estava só querendo fugir de mais demonstrações de afeto, pois ele sabia que tia Alice já havia visto que estava tudo bem.

Foi descendo as escadas que lembrei de Jacob e senti uma sensação estranha, um vazio, uma dor que fazia meu coração acelerar. Todos na sala tinham caras otimistas. Minha mãe veio até mim e me conduziu pela mão até o sofá onde sentamos, junto com Esme, Rosalie e Alice que já abriram sorrisos.

-Está tudo bem? Escutou seu pai? Viu que ele fez o melhor?-minha mãe sempre protegendo meu pai.

-Ok, mãe, tudo se resolveu. -eu disse dando uma olhada para a cara preocupada dela.

-Renesmee, eu quero detalhes. -mãe, sempre mãe. Levei minha mão até sua bochecha e lhe mostrei toda a conversa. Esme também quis saber e fui mostrando o filme a todas. Foi aí que tio Emmett olhou para meu pai e sorriu.

Olhei pra ele interrogando sua atitude, ele me olhou de volta com seu olhar maldoso e disparou uma gargalhada. Todos olharam pra ele, tia Rosalie o olhou repreendendo sua atitude.

-Ah, gente, qual é! Vão dizer que não esperavam que a Nessie desse umas porradas no Edward? Tudo bem que ela é meio humana, mas corre sangue vampiro nessas veias!

Tio Jasper riu alto e completou a fala irônica de Emmett, respondendo também a sua insinuação.

-Bem, levando em conta que ela é filha da Bella, se pode esperar tudo quando se fala em alto controle. Quer dizer, se a Bella que é totalmente vampira se controlou imagine essa pirralha que é metade humana. Família bem esquisita ein, Edward?

Todos nós rimos, mas eu sabia que não havia agredido o papai por puro costume, quer dizer, já faziam anos de convivência, mais de seis, então eu não era mais uma recém nascida. Bem, acho que eles se surpreendiam mais por que eu era nova e tal, e levei apenas alguns anos para me acostumar e eles levaram décadas. Menos minha mãe, ela conseguiu se controlar em alguns dias. Acho que puxei a ela nesse aspecto.

-É, Nessie... Com todo esse alvoroço esqueci de te dar o recado de Jacob.

Meu avô pareceu descontraído ao falar, mas todos na sala perceberam que meu coração acelerou só de ouvir o nome de Jacob, fiquei vermelha de saber que havia um recado pra mim. Então eu era especial para ele? Eu saberia mais tarde.

- Qual é o recado? –tentei não parecer ansiosa em ouvir, mas acho que não consegui muito bem.

-Ele disse que queria te encontrar na reserva, amanhã, cedo! Mas acho que ele está preocupado com você.

-Depois que eu subi, ele demorou muito em ir embora?-perguntei percebendo os assobios irônicos de tio Emmett e os olhos insinuantes de todos na sala. -Que foi, gente?! Perguntei algo demais?

O silêncio foi geral, então eu levantei, deixaria pra perguntar a Carlisle mais tarde, mas Esme falou retomando minha pergunta:

-É, não vejo nada demais nisso! Responda, querido!

-Bem, ele esperou um pouco, mas preferiu falar com você amanhã, então foi embora.

-A tá, nada demais, viram?-eu zoei e agradeci a Carlisle e a Esme por terem me protegido. Meu pai se levantou do sofá e minha mãe também, entendi que era hora de irmos pra casa. Dei boa noite e escutei tio Emmett sussurrar “Bons sonhos, com Jacob!”. Eu o olhei, vermelha, mais de raiva do que de vergonha, mas não respondi, só ouvi calada e furiosa as risadas de todos lá dentro.

Quando chegamos em casa, mamãe foi até meu quarto, eu já havia deitado, então ela sentou na cama e me beijou na testa, olhou nos meus olhos e ficou calada por alguns instantes.

-O que foi, mãe?

-Nada. É que eu e seu pai estávamos conversando sobre você e Jacob, bem, não seria um relacionamento normal, seria diferente...

-Mãe, espera um pouco. Que relacionamento? Caramba! O Jake chegou ontem e vocês já fantasiam um relacionamento?-eu estava impressionada. Encostei na cabeceira da cama para olhar bem para minha mãe. Sua expressão era a mais confusa possível, ela ficou sem resposta.

-Olha, não estou fantasiando nada, tá? Nem eu nem ninguém. Mas dá prá perceber que você gosta dele e é correspondida.

-Sou? Você esta sabendo de mais, não acha não, mãe? Foi o quê? Tia Alice viu algo está tendo visões sobre mim e ninguém me contou é?

A expressão em seu rosto passou de confusa para surpresa, minha mãe sempre caiu em meu jogo, quando eu queria saber algo.

-Ela te disse alguma coisa?

-Não, e deveria?

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