sábado, 25 de setembro de 2010

8º Capítulo - Uma Lua Cheia.



Capítulo 8 - Visão de Aro

     Meditava sobre os recentes acontecimentos em meu trono, na companhia de meus irmãos.
     _ O que pretende fazer com ela, irmão? - Caius, quase explodindo em sua própria ansiedade, andada de um lado pro lado, observando a elegante e enorme sala, com olhos afiados.
     _ Você verá meu caro. Saberá no momento certo. - disse eu, tentando conter-lhe a paciência.
     Ele apenas bufou e saiu da sala, dando passos que ecoavam pelo vasto salão.
     Talvez estivesse zangado porque a comida estava demorando mais que o habitual para chegar. Não que eu o culpasse.
     Renesmee logo estaria ali, e seria, sem sombra de dúvida, um grande e precioso acréscimo ao clã Volturi. Que bom que o garoto a tenha conquistado. Dava-me dó de vê-lo tão sozinho e além disso, se Jane me informou corretamente, a garota não iria embora tão facilmente, não que eu permitisse, é claro, mas talvez a probabilidade que ela venha tentar fugir diminua. Óbvio que eu esperava que os Cullen chegassem aqui e exigissem a menina, mas que poder teriam? Se pegássemos Bella para nós...
     _ Aro? Está me ouvindo? - Marcus, cuja a presença nem notara, me chamava, repetidas vezes.
     _ Repita o que disse, meu caro irmão. - dirigi-lhe um sorriso.
     _ Eles já estão pousando no aeroporto.
     _ Ótimo, ótimo! - entoei.
     Estava palpitando de alegria.

Visão de Nessie

     Pousávamos sobre a pista, indo em direção ao portão de desembarque. Alec me tomou a mão e beijou-a.
     _ Fique aqui, volto logo.
     Torcendo para que tivesse herdado uma super audição, além de uma pele fria e brilhante, esforcei-me para poder distinguir a conversa que ele tinha com a irmã. Não me saí mal.
     _ Quero que você leve-a - disse Jane.
     [...]
     _ Você não vem conosco?
     _ Ela sente medo de mim. E será mais fácil pra você [...]
     _ Tem certeza?
     _ Claro. Confio em você.
     Alec, rápido como um raio, sentou-se do meu lado no instante em que a conversa acabou.
     _ Estava ouvindo a conversa? - disse-lhe, sorrindo.
     _ Não. Só tentando arrumar meu cabelo. - devolvi o sorriso.
     _ Bom, Jane tem outros planos pra esta noite e então, só nós dois voltaremos agora.
     _ É, ouvi... quer dizer, ok.
     Ele sorriu enquanto me pegava pela cintura ali mesmo, na poltrona do avião e selava seus lábios com os meus.
     Alguém pigarreou.
     Jane encontrava-se de pé, próxima às nossas poltronas, com um olhar frio de satisfação estampada na face.
     _ Vamos indo. Não sei se já perceberam, mas praticamente somos agora os únicos que restaram no avião. - ela sorriu. 
     Bom, ao menos ela tentava ser cordial.

Visão de Alec

     Andávamos para fora do aeroporto, que estava bem movimento, diferentemente do que pegamos em Seattle. Jane logo se trocara e fora em busca de "amigos" para nos saciarem mais tarde. Agora andávamos sem pressa pelo longo caminho que nos levava à Volterra. Uns quilômetros, provavelmente umas 2 horas se corrêssemos sem distrações. Mas, óbvio, isso não iria acontecer. Estava com uma de minhas mãos entrelaçada com a de Nessie, e esse simples toque já me deixava elétrico como um carro alegórico. Olhando-a pelo canto do olho, vejo cachos rebeldes escondendo sua delicada face que, naquele momento, estavam voltados para o céu, observando a enorme e branca lua que iluminava nosso caminho.
     _ Gosta de astronomia?
     Como se estivesse com a cabeça num outro lugar, distante dali, ela volta-se para mim, confusa.
     _ O quê?
     _ Admira com tanta atenção o céu esta noite que me permito pensar que gosta de astronomia.
     _ Na verdade, não sou muito ligada nesses assuntos - disse ela, sem graça. _ Só acho a lua e as estrelas bonitas pois brilham e ficam iluminando a noite.
     _ Não gosta de escuridão?
     Silêncio. E mais silêncio.
     _ Sabe... - ela começou - não sou uma dessas que ficam se confessando à vampiros estranhos que aparentam ser perigosos, mas eu... sempre soube que seria diferente. Desde de meus primeiros meses, entendia tudo que falavam, captava tudo que me ensinavam, fazia tudo o que pediam. Sinto-me, às vezes, uma pessoa sozinha, apesar de ter meus pais, minha família, meus amigos... parece que, todo mundo quer que eu faça coisas que as pessoas da minha idade façam, ou da minha idade aparentada, pois eu só tenho 6 anos! Todos querem que eu tome decisões e atitudes sensatas, enquanto eles mesmos se esquecem que sou anos mais nova que eles! - ela começou a soluçar. - Não quero que me deixem sozinha só que também não suporto cada olhar que recebo me cobrando responsabilidade, coisa que, na minha idade, nem deveria existir. Sei que não sou como as outras pessoas, mas eu também tenho um curso de vida e o tempo, embora se confunda, merece ser respeitado. Sou madura e bastante sensata pra uma pessoa da minha idade, mas não podem me mandar parar de errar, porque todo mundo erra! Não importa os motivos, as razões, as consequências. Todo mundo tem seu jeito e seu destino e sei que o meu é viver pra sempre, me modernizar conforme os anos vão passando, ocupar meu tempo com alguma coisa. Mas, cada vez que penso sobre isso, começo a me desesperar, sabendo que não tenho ninguém que possa realmente contar meus segredos e meus medos. - ela desabou. 
     Amparei-a sobre o ombro, dando-lhe apoio para que se permitisse ficar de pé. Não fazia a mínima ideia que, por baixo daquela garota maravilhosa, havia uma que andava sozinha e triste, em meio à solidão. Exatamente que nem ele. Será que isso lhe servia como um sinal? Será que era pra eles ficarem juntos? Não aguentava vê-la chorando e deu-lhe um lenço, que carregava no bolso do paletó que usava. Enxugou-lhe as lágrimas e o nariz, ambos vermelhos. Ficou afagando suas costas, não abandonando-a naquele estado desesperador em que se encontrava. Após alguns momentos, ficou feliz de sua irmã ter ido buscar comida, pois se Jane presenciasse aquela cena, não sabia do que ela seria capaz de fazer. E também não sabia até que ponto iria lutar contra minha irmã para defendê-la.
     _ Alec? - ela sussurrou.
     _ Sim, querida?
     _ Me desculpe. - ela desmaiou. 
     Carreguei-a por quilômetros, correndo contra o vento e o tempo, pois Aro ia estranhar se nos atrasassêmos. Depois de uma hora e meia, finalmente pisei no palácio, à frente dos meus senhores.


Espero que tenham gostado (!) Comentem, pleeeease   *--*
Beijos, Duuh.  ;**


2 comentários:

JenniCool disse...

Adorei, muito As histórias de Lua Cheia são absolutamente d+!!

Duuh disse...

Brigada por comentar (e pelo elogio) flor *-*